
A NTC- Associação Nacional do Transporte de carga e Logística, por meio da câmara Técnica de tarifa e Comercialização (CTTC), realizou reunião no mês de março de 2009, na sua sede em São Paulo - SP, onde examinou criteriosamente os aumentos de custos apurados pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisa Econômicas (DECOPE) entre março de 2008 e fevereiro de 2009.
Constatou-se que, nesse período o custo do transporte, medido pelo INCTF - Índice Nacional do custo do Transporte de Carga Fracionada, aumentou, em média, 7,60%.
Na operação de transferência de cargas, registraram-se elevações nos preços de salários (7,67%), lavagem (15,16%), recapagem (11,07%), diesel (12,37%), câmaras (10,80%), pneus (10,75%), protetor (8,04%), carroçaria (7,25%),óleo de câmbio (6,67%), rodoar (2,97%) e veículo (2,11%).
Na operação urbana, ocorrerram aumentos nos preços de recapagem (16,57%), óleo de cárter (15,50%), salários (7,67%), diesel (12,37%), câmaras (11,11%), pneus (10,94%), protetor (10,82%), lavagem (8,51%), carroçarias (8,09%), seguros (3,98%), veículo (3,51%) e rodoar ( 2,86%).
Todos os indicadores apontam para uma grande queda do movimento de cargas. Segundo o IDET - Índice de Desenvolvimento do Transporte da FIPE/CNT, de outubro de 2008, até janeiro de 2009, a tonelagem transportada caiu 11,3%.Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o movimento de caminhões nos pedágios reduziu-se em 22,7 % entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009. No mesmo período, o consumo de diesel no país encolheu 26,8%. Apesar destes números demonstrarem diminuição na atividade o INCTF, que se baseia em uma matriz inalterável,não computa em seus resultados os aumentos de custos fixos e indiretos gerados pela ociosidade que o setor se obriga a suportar para manter os níveis de serviço.
Diante disso, torna-se inevitável um novo realinhamento tarifário,que poderá ocorrer em níveis ate superiores ao percentual médio divulgado (7,60%),dependendo das características de cada contrato.
No entanto, como se trata de reajuste emergencial, a recomendação é adotar imediatamente este aumento médio, com posterior negociação, mais técnica e detalhada, buscando a adequação a cada contrato de transporte e suas particularidades.
São Paulo, 6 abril de 2009.
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Flávio Benatti
Presidente